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Consciência fevereiro 19, 2008

Posted by Geekninja in Aula, Humanidades.
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Aprofundando no assunto da  aula sobre “consciência”

A consciência é uma qualidade da mente, considerando abranger qualificações tais como subjetividade, auto-consciência, sentiência, sapiência, e a capacidade de perceber a relação entre si e um ambiente. É um assunto muito pesquisado na filosofia da mente, na psicologia, neurologia, e ciência cognitiva.

Representação gráfica de consciência do século XVII.

Representação gráfica de consciência do século XVII.

Alguns filósofos dividem consciência em consciência fenomenal, que é a experiência propriamente dita, e consciência de acesso, que é o processamento das coisas que vivenciamos durante a experiência (Block 2004). Consciência fenomenal é o estado de estar ciente, tal como quando dizemos “estou ciente” e consciência de acesso se refere a estar ciente de algo, tal como quando dizemos “estou ciente destas palavras.
Consciência é uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é exatamente a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo e do mundo, para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte.

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Consciência, autoconsciência e autoconhecimento

Manfred Frank (em “Self-consciousness and Self-knowledge”, ver bibliografia abaixo) apresenta a relação entre consciência, autoconsciência e autoconhecimento da seguinte maneira:

  1. Consciência pressupõe autoconsciência. Não há como alguém estar consciente de alguma coisa sem estar consciente de estar consciente dessa coisa.
  2. A autoconsciência é pré-reflexiva. Se a autoconsciência fosse o resultado da reflexão, então só teríamos autoconsciência após termos consciência de alguma coisa que fosse dada à reflexão. Mas isso não pode ser o caso, pois, como dissemos antes, consciência pressupõe autoconsciência. Logo, a autoconsciência é anterior à reflexão.
  3. Autoconsciência e consciência são distintas logicamente, mas funcionam de maneira unitária.
  4. O autoconhecimento — isto é, a consciência reflexiva ou consciência de segunda ordem — pressupõe a consciência pré-reflexiva, isto é, a autoconsciência.

De acordo com o esquema acima, a autoconsciência é o elemento fundamental da consciência. Sem ela não há consciência nem reflexão sobre a consciência.

 Definições do senso comum

  • Ação do indivíduo ou grupo sem o intuito ou vigilância da área central de consciência.
  • Conjunto de processos e/ou fatos que atuam na conduta do indivíduo ou construindo a mesma, mas escapam ao âmbito da ferramenta de leitura e interpretação e não podem, por esta área, ser trazidos a custo de nenhum esforço que possa fazer um agente cujo sistema mental não possui o treinamento adequado. Essas atividades, entretanto, costumam aflorar em sonhos, em atos involuntários (sejam eles corretos e inteligentes ou falhos e inconsistentes) e nos estados alterados de consciência.

Definições concorrentes

  • Visão determinista: Alguns entendem o inconsciente como ações inconscientes baseadas em informações do passado, experienciadas ou noticiadas.
  • Visão reducionista: O inconsciente é entendido como um neologismo científico reducionista para não explicar ou negar os estados alterados da consciência.

 Alterações da Consciência

  • Alterações Normais: Sono (é um comportamento e uma fase normal e necessária. Tem duas fases distintas, que são: sono NÃO-REM e sono REM) e Sonho (vivências predominantemente visuais classificadas por Freud como um fenômeno psicológico “rico e revelador de desejos e temores”
  • Alterações Patológicas: qualitativas e quantitativas.
  • Qualitativas:

– Rebaixamento do nível de consciência: compreendido por graus, está dividido em 3 grupos principais: obnubilação da consciência(grau leve a moderado – compreensão dificultada), sopor(incapacidade de ação espontânea) e coma(grau profundo – impossível qualquer atividade voluntária consciente e ausência de qualquer indício de consciência). – Síndromes psicopatológicas associadas ao rebaixamento do nível de consciência: 1. Delirium (diferente do “delírio”, é uma desorientação temporoespacial com surtos de ansiedade,além de ilusões e/ou alucinações visuais) 2. Estado Onírico (o indivíduo entra em um estado semelhante a um sonho muito vívido; estado decorrente de psicoses tóxicas, síndromes de abstinência a drogas e quadros febris tóxico-infecciosos) 3. Amência (excitação psicomotora, incoerência do pensamento, perplexidade e sintomas alucinatórios oniróides) 4. Síndrome do cativeiro (a destruição da base da ponte promove uma paralisia total dos nervos cranianos baixos e dos membros)

  • Quantitativas:

1. Estados crepusculares (surge e desaparece de forma abrupta e tem duiração variável – de poucas horas a algumas semanas) 2. Dissociação da consciência (perda da unidade psíquica comum do ser humano, na qual o indivíduo “desliga” da realidade para parar de sofrer) 3. Transe (espécie de sonho acordado com a presença de atividade motora automática e estereotipada acompanhada de suspensão parcial dos movimentos voluntários) 4. Estado Hipnótico (técnica refinada de concentração da atenção e de alteração induzida do estado da consciência)

Fonte: Wikipedia

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